Hoje Portugal acordou mais leve, mais seguro de si, mais capaz de enfrentar o futuro. Apesar de me enquadrar na chamada direita (acho que as designações esquerda e direita perderam o sentido), digo isto por muito mais do que pela vitória de uma ideologia com que me identifico.
Parece-me que a razão para que os Portugueses se sintam hoje mais soltos e capazes serem melhores vai muito para além da velha questão eleitoral "esquerda vs. direita".
A verdadeira razão pela qual o País sente que lhe tiraram um peso de cima é a seguinte:
A campanha e a política do medo, do mais vale estar quieto do que ariscar procurar melhorar a realidade do país, foi derrotada pela mensagem de esperança no futuro, de confiança nas pessoas, de aposta no seu trabalho e nas suas capacidades - a mensagem humana e humanizante.
Portugal foi forjado, ao logo de quase 9 séculos, enfrentando o medo com esperança e carregando uma mensagem positiva.
Foi enfrentando o medo de Leão e dos Mouros que D. Afonso Henriques "inventou" Portugal.
Foi enfrentando o maior dos medos - o do desconhecido - e lutando para que a sorte nos sorrisse, que tantos portugueses como nós fizeram do Portugal dos Descobrimentos uma das maiores potências mundiais do seu tempo, e "deram novos mundos ao Mundo".
E tantos outros exemplos encontramos na nossa História, (antiga e recente) de Grandes mulheres e homens que ajudaram a moldar este País, pela positiva, conquistando os seus medos.
Por isso, hoje Portugal acorda mais fiel a si próprio pois optou, em detrimento da mensagem paralisante do medo, por uma mensagem de esperança que enfrenta e conquista esse medo.
Continuemos este caminho, duro mas compensador e, principalmente, libertador, pois a liberdade (verdadeira, interior) passa grandemente pela conquista dos nossos medos.
Hoje seguimos o exemplo e honramos todos os que, ao longo dos tempos, viveram para este País.
Hoje, sabemos que é este o caminho da recuperação, do fortalecimento e da afirmação de Portugal enquanto Nação (Valente e Imortal).
Hoje, Portugal pegou o medo de caras e escolheu a esperança e a humanidade dos portugueses para abraçar o futuro.
Obrigado!
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